CPM-D

A chave para o futuro, por Carlos Alberto Chiarelli

No Brasil, já são mais de 2,5 milhões de estudantes de Educação a Distância, e o avanço tecnológico foi e continua sendo o fermento deste número

Muitas pessoas não sabem, que a Educação a Distância (EAD) tende a cumprir um papel relevante de socialização, tornando o acesso à educação acessível para todos que buscam o conhecimento. Na verdade, a EAD surgiu no século XIX, na University of London. O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, por exemplo, fez o curso de Direito por correspondência, na prisão, por meio dessa universidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, soldados norte-americanos estudavam a distância para aprimorar os conhecimentos e, no pós-guerra, ganhou ainda mais força. A EAD, quando começou a ser implantada no Brasil, era realizada, primordialmente, por correspondência. Depois, as aulas começaram a ser transmitidas pelo rádio. Logo depois, pela televisão.

No Brasil, já são mais de 2,5 milhões de estudantes de Educação a Distância, e o avanço tecnológico foi e continua sendo o fermento deste número. Aqui, um país gigante em tamanho e população, uma grande parcela de cidadãos não tem acesso às universidades. Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, aproximadamente 70% dos municípios brasileiros não dispõem de qualquer instituição de ensino superior. Por meio do uso de ferramentas tecnológicas, essa metodologia consegue atingir muito mais pessoas, em diversos lugares, até mesmo os que possuem maior dificuldade de acesso, e o faz com materiais de alta qualidade e com um preço muito mais acessível do que os cursos presenciais. A Educação é a chave para o futuro e a Educação a Distância pode ser a porta que deve ser aberta.

* Alberto Chiarelli é ex-ministro da Educação, presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância

Fonte: www.clicrbs.com.br